1985, vivem nos Estados Unidos

Em 1985, em diálogo com os movimentos feministas e dos direitos civis estadunidenses, um grupo de mulheres artistas e ativistas começou a desenvolver ações cujo intuito era expor o sexismo e o racismo no mundo da arte. Anônimas, usam máscaras de gorilas e adotam pseudônimos para evidenciar o apagamento das mulheres na história e na arte contemporânea. Usando dados estatísticos e estratégias de circulação que combinam a discursividade das vanguardas modernas e da arte conceitual com a didática das militâncias políticas, o coletivo produz campanhas bem humoradas e persuasivas.
Depois de décadas atuando fora do circuito e do mercado de arte, as Guerrilla Girls começaram a levar suas ações para o interior dos grandes museus. Agora, seus cartazes fazem parte do acervo de importantes instituições. Essa inserção não esmaeceu o discurso crítico do coletivo. Pelo contrário, ampliou seu alcance e o vinculou a uma rede de interlocuções, como a que sustenta o projeto Complaints Department [Departamento de reclamações], montado na Tate Modern em 2016 e, agora, nesta segunda edição da Trienal, com uma versão também na internet, em departamentodereclamacoes.com

Obras

The Guerrilla Girls Complaints Department
[Departamento de reclamações das Guerrilla Girs], 2017
instalação
AGRADECIMENTO Museu de Arte de São Paulo (MASP)

Do Women Have to be Naked to Get Into the Met. Museum?
[As mulheres precisam estar nuas para entrar no Met. Museum?],
1989-2017
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Free The Women Artists [Libertem as mulheres artistas], 2006-2017
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Disturbing the Peace [Perturbando a paz], 2009-2017
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Dear Billionaire Collector [Querido colecionador bilionário], 2015
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