Oficina de comida mexicana​​ (verdadeira…!) com Sofía​ ​Olascoaga

Uma​ ​experiência​ ​muito​ ​boa​ ​e​ ​gostosa!

Sofía deu uma pincelada na história de sua comida, da comida do seu lugar, falou das “pequeninices” e detalhes dos ingredientes que são usados no México e que iríamos fazer ali na nossa cozinha Sesc improvisada.

Milho é o principal alimento vivido no paladar mexicano, mas não é um milho
qualquer não, é Cacau Milho (um milho modificado que possui os grãos maiores e é branco). “Somos​ ​feitos​ ​de​ ​milho..”

Os outros alimentos importantes que usamos são: feijão (Ayocote, roxinho,
várias cores, tamanhos, um grão maior que o nosso), pimenta, cogumelos e outro importante era a abóbora porém ela não trouxe.

Uma das coisas ressaltadas foi o modo e o detalhe que para cozinhar, precisamos de SABERES, saberes, fundamentos, conversas, trocas, cada
aprendizado é válido dentro da cozinha, desde o modo que um pica a cebola e o
outro percebe que é diferente do seu e aprende com isso.

A técnica da agrofloresta é comum no México, estimulada a partir da reforma
agraria por Emiliano Sapata.

La Comandanta é o nome do grupo que tenta resgatar semestes típicas do
México como milho e feijão Ayocote.

CURIOSIDADES

● O taco que conhecemos aqui no Brasil, aqueles “dobradinhos” não são
chamados de Tacos, os “nossos” Tacos são inventados pelos EUA,
chamados TEXMEX (Texas/México);

● O Taco e as Quesadillas são feitos com a mesma base, a Tortilla, sendo o
Taco enroladinho e a Quesadilla dobrada;

● O “Nopal” que nós temos aqui no Brasil parece um cacto e por dentro parece
babosa. Usamos o Nopal para cozinhar.

Cíntia e Jéssica

Donde nada ocurre

Era uma vez, um lugar, onde nada acontece. Não pode falar, não pode ouvir, não pode tocar, não pode correr e nem ver.

Entro nesse lugar, ou caio, à procura pelo tempo. O tempo, nesse mundo, não existe, é uma ilusão. Já que ele não existe, tudo aqui está parado, nada se move, nada se ouve, nada acontece. O que faremos? Sobrevir(veremos) então.

Já que nada acontece, acon(tecer)emos.

Já que não se pode falar, não falo. Acon(teço).

Em silêncio eu caminho, e falo com as mãos.

Já que não se pode ouvir, não ouço. Acon(teço).

Em surdez eu caminho, e ouço com o cheiro.

Já que não se pode tocar, não toco. Acon(teço).

Tateando com os pés, eu toco, descalça.

Já que não se pode correr, não corro. Acon(teço).

Corro com uma perna só e danço.

Entro nos interstícios do tempo, e assim, aconteceremos, então.

 

SÂMELA